Assisense concorrerá com provável jogo do Brasil, domingo
Nestário Luiz 24/6/2006
Na fase final de sua participação na Segunda Divisão do Campeonato Paulista, sem chances de classificação e com problemas no elenco (vários jogadores deixaram a equipe nos últimos dias), o Clube Atlético Assisense entra em campo domingo, dia 28, no Estádio Tonicão, em Assis, contra a Santacruzense, que briga por uma vaga na segunda fase.
O jogo está marcado para as 15 horas. Porém, às 15h30, será realizada a final da Copa das Confederações, que provavelmente terá a presença do Brasil. Nesta quinta-feira, dia 25, a Seleção Brasileira disputa a semifinal contra a África do Sul, às 15h30. Quarta, no mesmo horário, Espanha e Estados Unidos brigam pela outra vaga.
A partida do Assisense será a única a ser disputada às 15 horas deste domingo. No início da Segundona, o time de Assis tinha um jogo marcado para as 15 horas do dia 3 de maio, no Tonicão, contra o Tanabi. A partida coincidiria com a final do Campeonato Paulista, disputada por Corinthians e Santos. Durante a semana, porém, a diretoria antecipou o jogo para as 11 horas.
O Assisense é o oitavo e último colocado do Grupo 1 da Segundona, com cinco pontos. A equipe está 11 pontos atrás da Santacruzense, quarta colocada. Restam 12 pontos a serem disputados até o fim da primeira fase.
A equipe de Assis tem apenas uma vitória na competição, conquistada há mais de um mês e meio – dia 3 de maio, contra o Tanabi.
O Assisense começou a temporada com o técnico Walter Negreiros, que foi demitido após as duas primeiras rodadas. Assumiu interinamente o técnico da equipe sub-17, João Eduardo. Com ele, a equipe de Assis chegou à sua única vitória na competição.
Então a diretoria contratou Napoleone Júnior, que não conseguiu obter bons resultados. Também foi demitido e Eduardo voltou ao time profissional. E será com João Eduardo que o Assisense encerrará sua campanha na Segundona deste ano.
Julgamento adiado Na partida contra o José Bonifácio, dia 14 de junho, no Tonicão, houve uma confusão entre jogadores das duas equipes após o apito final do árbitro Aurélio Martins, inclusive com a invasão de campo por parte dos torcedores de Bonifácio.
Segundo relato do árbitro na súmula, também houve invasão da torcida mandante, mas foram os jogadores das categorias de base da equipe, que assistiram à partida das arquibancadas e desceram para esperar o ônibus.
O julgamento estava marcado para a última segunda-feira, na Federação Paulista de Futebol, mas foi remarcado para o próximo dia 29. O Assisense poderá perder mando de campo e jogar suas duas últimas partidas como mandante nesta temporada fora de Assis.
Números da Segundona A décima rodada da Segunda Divisão Paulista teve 67 gols em 21 jogos, com média de 3,19 gols. No total, a competição soma mais de 600 gols. Os times que jogam em casa seguem dominando a Segundona, com quase 100 vitórias em 209 partidas.
Jogos: 209 Gols: 641 Média: 3,06 Vitórias dos mandantes: 97 (47%) Empates: 43 (20%) Vitórias dos visitantes: 69 (33%)
Escrito por Nestário Luiz às 12h41
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Assisense abre 2 a 0, mas fica no empate em Tanabi
Nestário Luiz 21/6/2009
O Clube Atlético Assisense empatou pela segunda vez seguida na Segunda Divisão do Campeonato Paulista. Domingo, dia 21, o time ficou no 2 a 2 com o Tanabi, no Estádio Alberto Victolo, em Tanabi, pela décima rodada da competição.
Com o resultado, o Assisense se mantém na oitava e última colocação do Grupo 1, com cinco pontos e sem perder há dois jogos. Porém, a equipe igualou neste domingo um recorde negativo: sete jogos sem vencer. Entre 2005 e 2006, a equipe ficou o mesmo número de partidas sem conquistar uma vitória.
Agora, a série aconteceu numa só temporada. O Assisense não vence desde 3 de maio, quando derrotou o Tanabi por 2 a 0, no Estádio Tonicão, em Assis, pela terceira rodada da Segundona.
Em Tanabi, o Assisense chegou a abrir 2 a 0 no primeiro tempo, com gols de Vladimir e Marquinhos, de falta. Na segunda etapa, porém, os donos da casa chegaram ao empate, com gols de Igor, aos 12 minutos, e Oliveira, aos 24.
Mesmo depois da reação do Tanabi, o Assisense seguiu bem em campo, como durante toda a partida, e criou boas oportunidades de gol, tendo a chance de vencer o jogo. Mas o empate prevaleceu no fim e o time de Assis conquistou quatro dos seus cinco pontos na Segundona em cima do Tanabi (uma vitória e um empate).
O Assisense volta a campo domingo, dia 28, às 15 horas, no Estádio Tonicão, contra a Santacruzense, pela 11ª rodada da Segundona. A equipe tem quatro jogos até o fim da primeira fase e está a 11 pontos da Santacruzense, quarta colocada.
Situação do grupo Sexta-feira, Tupã e José Bonifácio empataram por 1 a 1, em Tupã. Assim, o Tupã se mantém na liderança do grupo, com 20 pontos. O Bonifácio chegou aos 17 e ocupa a segunda colocação.
Domingo, o Atlético Araçatuba perdeu para a Santacruzense por 3 a 1, fora de casa, é o terceiro colocado, com os mesmos 16 pontos do próprio time de Santa Cruz do Rio Pardo.
O Fernandópolis, que passou pelo Ilha Solteira por 2 a 1, em casa, foi a 15 pontos e ocupa o quinto lugar. Na sequência, aparecem Tanabi (dez pontos), Ilha (oito) e Assisense (cinco).
Escrito por Nestário Luiz às 13h48
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Palestra polêmica e bem-humorada de Jorge Kajuru encerrou Semana de Jornalismo da Fema
Nestário Luiz 21/6/2009
O jornalista esportivo Jorge Kajuru encerrou na última sexta-feira, dia 19, a Semana de Jornalismo da Fema (Fundação Educacional do Município de Assis) com uma palestra para cerca de 300 pessoas, entre estudantes, professores, imprensa e comunidade em geral. O evento foi realizado na Associação Paulista dos Cirurgiões Dentistas.
Kajuru tem 48 anos e atualmente apresenta um programa esportivo diário no interior de São Paulo, pelo SBT. O jornalista tem uma vasta trajetória na imprensa esportiva. Alguns momentos, porém, marcaram sua carreira. Kajuru foi demitido duas vezes ao vivo, na Rede TV! e na Bandeirantes; teve uma rádio cassada em Goiás; quase brigou com um boxeador no ar; e abriu a sua própria TV na internet.
Na palestra, as pessoas puderam conhecer o lado pessoal de Kajuru, diferentemente daquele jornalista conhecido por suas críticas a políticos, esportistas e jornalistas. Ele se mostrou um homem que acredita em Deus e passou muitas dicas aos estudantes de jornalismo.
Kajuru, no início do evento, foi questionado sobre a decisão do Supremo Tribunal Federal que derrubou a obrigatoriedade do diploma para se exercer a profissão de jornalista. “Isso é um crime. Jornalismo é uma profissão tão digna como a de médico”, disse.
Segundo ele, esta decisão favorece os donos de veículos de comunicação, que terão mão-de-obra barata. Na faculdade, para Kajuru, o estudante pode unir teoria à prática, o que é fundamental para quem quer ser um bom profissional.
Kajuru também disse que não existe liberdade de imprensa no Brasil. Porém, falou que o repórter tem de fazer a sua parte – colher os dados, levantar a informação precisa, ouvir os dois lados. Se o seu veículo divulgar algo diferente, com uma edição que não confere com a verdade, “aí é problema do editor ou do dono do veículo”, disse Kajuru. “O repórter vai chegar em casa e dormir com a consciência tranquila”, concluiu.
Jorge Kajuru elogiou jornais como a “Folha de S. Paulo”, o “Estado de S. Paulo” e “O Globo” e a Rádio CBN por suas “opiniões diversificadas”. Por criticar muitos jornalistas, Kajuru foi questionado por um estudante sobre quais profissionais ele admira. Na resposta, três nomes: Márcio Moreira Alves, Juca Kfouri e Clóvis Rossi.
Kajuru também falou da situação do mais antigo meio de comunicação. “O rádio morreu. A TV matou o rádio”, disse.
O jornalista também criticou os atuais programas esportivos, que, na verdade, só falam de futebol. Modalidades que têm destaque internacional só são lembradas nas Olimpíadas. Ele também citou as Paraolimpíadas, que praticamente são esquecidas na TV aberta brasileira.
Aos estudantes de jornalismo, algumas dicas. Kajuru disse que “amigo é aquele que diz ‘vou com você’ ao invés de ‘vá em frente’”. Também falou que credibilidade é mais importante do que popularidade.
E disse, ainda, a importância da rede de contatos do jornalista. Porém, segundo ele, nem tudo o que se sabe pode ser divulgado. Assuntos particulares de um atleta, por exemplo, têm de ser preservados. “Um erro nesta situação pode decretar o fim da carreira de um jornalista”, disse.
Jorge Kajuru também falou de futebol. Citou uma edição de agosto de 2001 do “Globo Repórter”, da TV Globo, que falou de escândalos que envolviam a CBF (Confederação Brasileira de Futebol) e seu presidente, Ricardo Teixeira. Disse que a emissora exibiu o programa como “chantagem”, pelo fato de a CBF ter começado a negociar direitos de transmissão com outros canais.
Depois do episódio, a entidade máxima do futebol renovou com a Globo até 2014. “As pessoas esqueceram daquele programa, que mostrava a realidade da CBF, todas as coisas erradas que acontecem lá. E o Ricardo Teixeira segue no comando, e ainda conseguiu a Copa de 2014”, criticou Kajuru.
O jornalista também divulgou sua TV na internet. “Agora ninguém mais cala a minha boca”, brincou. Grande parte da carreira de Kajuru está na internet, no www.tvkajuru.com. Segundo ele, desde que foi criada, há seis meses, a TV teve dois milhões de acessos.
Após a palestra, de duas horas, as pessoas puderam comprar os livros escritos por Jorge Kajuru – “Condenado a Falar”, “De A a Z – Pólvora Pura” e “Meus Orgasmos – Minha Vida sem Futebol”. Kajuru também distribuiu fotos e autógrafos aos convidados, que encerraram o evento com um coquetel oferecido pela Fema.
Para Nestário Luiz, estudante de jornalista da Fema, a palestra foi de grande valia. “Ótimo conhecer o Jorge Kajuru, um jornalista polêmico, que não tem medo de falar a verdade. Enfrentou muitos problemas na carreira, mas isso nunca o intimidou. Aqui em Assis ele falou de muita coisa, mas as dicas para nós, estudantes, foram valiosas. Não sei se vou seguir a mesma linha polêmica dele, mas a verdade sempre estará em primeiro lugar”, comentou.
Escrito por Nestário Luiz às 13h45
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